• Karoline Hoffmann

O vírus que ampliou nossa necessidade de conexão!

Atualizado: 17 de set. de 2020


De uma hora para outra o Home Office passou a ser regra, as plataformas que possibilitam reuniões substituíram os cafés, os apertos de mão celebrando negócios fechados. Pais e avós com mais de 60 anos se obrigaram a aceitar a tecnologia para receber seus filhos e netos em casa via videoconferência. As chamadas de vídeo em família substituem beijos, abraços e churrascos de domingo.

As redes sociais ganham mais acessos que canais de TV. Vídeos ao vivo (lives) brotam de forma cansativa, se tem medo de produzir conteúdo que não seja sobre o Coronavírus para não parecer que não se importa. Rede de solidariedade utiliza da internet para oferecer cursos gratuitos, acompanhamento psicológico e aproximar os que querem ajudar daqueles que precisam ser ajudados. Precisamos postar o por do sol da nossa janela, a mesa do nosso Home Office, a hashtag ficaemcasa, o treino feito na sala em time-lapse, o vídeo do panelaço, tudo numa forma de afastar a única certeza deste momento: que não se sabe ao certo o que vai acontecer amanhã.

Em novembro de 2019 o IBGE realizou uma pesquisa onde constatou que 37,5% dos brasileiros vivem sem saneamento básico e 21% vive sem internet. Isso quer dizer que internet é mais importante do que ter esgoto e água potável? Não diria mais importante, mas parece que é preferencial.

Acontece que aprendemos a estar online sem aprender a ser online. Fazer uma conta de e-mail é fácil, instalar um aplicativo e fazer uma conta em rede social é simples, mas quem já aprendeu sobre segurança das informações, até onde vai meu direito a liberdade de expressão, quais meus direitos e meus deveres como usuário da internet? O fato é que entregamos nossa vida e recebemos a vida dos outros diariamente. Estar conectado é ótimo, é inovador e hoje em dia é vida! Mas é preciso saber ser digital, falta conscientização para que a conexão não se torne um caos.

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